O verão aumenta o tempo de exposição ao sol e costuma intensificar atividades ao ar livre, como caminhadas, esportes, viagens, idas a rios, piscinas e áreas de lazer. No Paraná, a combinação de calor, suor, umidade e contato frequente com a água pode exigir cuidados adicionais para preservar a saúde da pele.
As principais medidas são evitar a exposição direta nos horários de maior radiação ultravioleta, usar protetor solar corretamente, recorrer a roupas e acessórios que cubram o corpo, manter a hidratação e observar alterações que não desaparecem. Esses hábitos ajudam a reduzir o risco de queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. (gov.br)
Proteção solar deve fazer parte da rotina
O protetor solar não deve ser usado apenas em dias de praia ou piscina. A radiação ultravioleta também atinge a pele durante deslocamentos, atividades profissionais, exercícios e tarefas realizadas ao ar livre. Além disso, o céu nublado não elimina a necessidade de proteção.
Na hora de escolher o produto, é importante observar o fator de proteção solar, a indicação para o tipo de pele, o prazo de validade e as orientações da embalagem. Para a rotina de verão, a preferência deve ser por protetores com FPS 30 ou superior, especialmente quando houver exposição prolongada, pele clara, histórico de queimaduras ou presença de manchas.
O filtro deve ser aplicado de maneira uniforme nas áreas expostas, sem esquecer regiões como orelhas, nuca, pescoço, mãos, pés, colo e lábios. O protetor labial com proteção solar também é importante, principalmente para quem passa longos períodos fora de casa.
A reaplicação deve ocorrer, em geral, a cada duas horas durante a exposição solar e sempre depois de mergulho, banho, suor intenso ou secagem com toalha. Mesmo os produtos classificados como resistentes à água não mantêm proteção indefinidamente após o contato com água ou transpiração. (bvsms.saude.gov.br)
Horários de maior risco exigem atenção
O Ministério da Saúde recomenda evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta tende a ser mais intensa. Quando não for possível alterar o horário de uma atividade, a orientação é buscar sombra, usar roupas que cubram a pele, chapéu ou boné de abas largas e óculos de sol com proteção contra raios UV.
Guarda-sol, toldos, árvores e marquises ajudam, mas não bloqueiam toda a radiação refletida pelo chão, pela água ou por outras superfícies. Por isso, a sombra deve ser combinada com roupas, acessórios e protetor solar. (gov.br)
Quem trabalha ao ar livre precisa incorporar a proteção à rotina profissional. Camisas de manga longa, calças leves, chapéus e pausas em locais protegidos podem reduzir o tempo de exposição direta. Em situações de exposição frequente, a organização dos horários e das tarefas também pode contribuir para diminuir os riscos.
Hidratação ajuda a preservar o conforto da pele
O calor aumenta a perda de líquidos pelo suor. Beber água regularmente é uma das medidas mais importantes para evitar desidratação e mal-estar durante o verão. Água de coco e sucos naturais podem fazer parte da rotina, mas não substituem a água nem corrigem sozinhos os efeitos de uma exposição excessiva ao calor.
A hidratação da pele também merece atenção. Depois do banho, o uso de um hidratante adequado ao tipo de pele pode ajudar a reduzir o ressecamento. Pessoas com pele oleosa podem preferir formulações leves, em gel ou loção, enquanto quem tem pele seca pode se adaptar melhor a produtos mais cremosos. Em caso de dermatite, sensibilidade ou descamação persistente, a escolha deve ser orientada por profissional de saúde.
Banhos muito quentes e demorados podem aumentar o ressecamento. No verão, a recomendação é usar água fria ou morna, evitar o excesso de sabonete e não esfregar a pele com força. A limpeza deve ser suficiente para remover suor, oleosidade e resíduos, sem provocar irritação.
Suor, umidade e contato com água podem favorecer micoses
O calor e a umidade favorecem a multiplicação de fungos. As micoses podem aparecer nos pés, entre os dedos, nas unhas, na virilha e em outras áreas de dobras da pele. Coceira, descamação, vermelhidão, fissuras e alterações nas unhas são sinais que merecem avaliação.
Para reduzir o risco, é importante secar bem o corpo depois do banho, principalmente entre os dedos dos pés, nas axilas e nas dobras. Também é recomendável trocar roupas úmidas ou suadas, evitar permanecer por muito tempo com trajes de banho molhados e escolher calçados ventilados sempre que possível.
Em vestiários, saunas, lava-pés e áreas comuns de piscinas, o uso de chinelos ajuda a diminuir o contato direto com pisos úmidos. Objetos pessoais, como toalhas, calçados e materiais de manicure, não devem ser compartilhados. (bvsms.saude.gov.br)
Como evitar brotoejas e irritações
As brotoejas são pequenas lesões associadas ao suor e ao abafamento da pele. Elas aparecem com mais frequência em bebês e crianças, mas também podem atingir adultos, sobretudo em áreas de dobras ou sob roupas apertadas.
Roupas leves, folgadas e de tecidos que permitam a ventilação ajudam a reduzir o acúmulo de suor. Também é importante manter os ambientes arejados e evitar o excesso de camadas de roupa em dias quentes. Bebês não devem ser expostos diretamente ao sol, e o uso de produtos na pele deve respeitar a faixa etária e as orientações do fabricante ou do pediatra.
Se surgirem coceira intensa, feridas, secreção, dor ou piora rápida, é necessário procurar atendimento. O uso de pomadas por conta própria pode mascarar sintomas ou agravar algumas condições.
Pele oleosa, acne e cuidados no rosto
O aumento do suor e da oleosidade pode provocar sensação de pele pesada e favorecer o surgimento ou a piora de cravos e espinhas. A limpeza do rosto deve ser feita com produto adequado ao tipo de pele, sem exagero. Lavar muitas vezes ou usar produtos agressivos pode causar irritação e estimular o ressecamento.
Protetores solares em gel, fluido ou com textura não oleosa podem ser mais confortáveis para quem tem pele oleosa, mas a escolha depende da resposta individual e de eventuais doenças dermatológicas. Maquiagem, cremes e produtos de cabelo que entram em contato com a face também podem contribuir para obstrução dos poros em algumas pessoas.
Não é recomendável espremer espinhas ou aplicar receitas caseiras, limão, álcool, pasta de dente ou substâncias destinadas a outras finalidades. Esses produtos podem causar irritação, queimaduras e manchas, especialmente quando a pele é exposta ao sol.
O que fazer em caso de queimadura solar
A queimadura solar pode causar vermelhidão, dor, sensibilidade, calor local e, em casos mais intensos, bolhas. Ao perceber os primeiros sinais, a pessoa deve interromper a exposição, procurar um local protegido e manter a hidratação.
Banhos frios ou mornos podem aliviar o desconforto. Compressas frias, aplicadas sem pressionar a pele, também podem ajudar. Não é recomendável estourar bolhas, arrancar a pele que descama ou aplicar produtos caseiros. Medicamentos e pomadas devem ser usados somente com orientação adequada.
Queimaduras extensas, bolhas em grande quantidade, dor intensa, febre, tontura, náuseas, confusão, desmaio ou sinais de desidratação exigem atendimento médico. Crianças pequenas, idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunossuprimidos precisam de atenção especial.
O histórico de queimaduras solares é relevante porque os danos provocados pela radiação se acumulam ao longo da vida. A proteção não deve ser abandonada quando a pele deixa de ficar vermelha ou quando o tempo esfria.
Crianças, idosos e pessoas com maior sensibilidade
Crianças precisam de proteção reforçada, com roupas adequadas, chapéu, sombra e aplicação correta do protetor solar conforme a idade e as orientações do produto. Bebês devem ser mantidos fora da exposição direta ao sol, sobretudo nos horários mais quentes.
Idosos podem ter pele mais fina e maior dificuldade para perceber ou compensar a perda de líquidos. É importante oferecer água com frequência, observar sinais de desidratação e evitar longos períodos ao sol. Pessoas com pele muito clara, albinismo, vitiligo, histórico de câncer de pele ou uso de medicamentos imunossupressores também devem conversar com um profissional de saúde sobre fotoproteção individualizada. (gov.br)
Quando procurar avaliação dermatológica
Nem toda mancha ou pinta indica câncer, mas alterações persistentes devem ser examinadas. É importante buscar avaliação quando uma lesão muda de cor, tamanho ou formato, apresenta sangramento, forma ferida que não cicatriza, causa coceira contínua ou aparece de maneira diferente das demais.
A observação periódica da própria pele pode ajudar a identificar mudanças. A análise, porém, não substitui a consulta. Somente um profissional habilitado pode diagnosticar doenças e indicar tratamento.
Cuidar da pele durante o verão no Paraná não depende de uma única medida. A combinação de protetor solar, sombra, roupas adequadas, hidratação, higiene e atenção aos sinais do corpo oferece uma proteção mais completa para aproveitar a estação com menor risco de danos.
As orientações gerais de prevenção podem ser consultadas em materiais do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Em caso de sintomas, queimaduras importantes ou dúvidas sobre produtos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde ou dermatologista.








